Weep for yourself, my man,
You'll never be what is in your heart
Weep little lion man,
You're not as brave as you were at the start
Rate yourself and rake yourself,
Take all the courage you have left
Wasted on fixing all the problems that you made in your own head
But it was not your fault but mine
And it was your heart on the line
I really fucked it up this time
Didn't I, my dear?
Tremble for yourself, my man,
You know that you have seen this all before
Tremble little lion man,
You'll never settle any of your score
Your grace is wasted in your face,
Your boldness stands alone among the wreck
Now learn from your mother or else spend your days biting your own neck
But it was not your fault but mine
And it was your heart on the line
I really fucked it up this time
Didn't I, my dear?

acho que vou mandar fazer um papel de parede com esta frase repetida ao longo de uma das paredes do meu quarto, talvez assim faça efeito não? se bem que quando começo a pensar na minha vida e em tudo aquilo que já fiz (e desfiz) ao longo dela sobram-me tão poucas razões para gostar de mim... que triste, que garotinha tão estupidamente triste. e o mais irritante é saber que só me sinto assim porque quis, porque fiz a minha cama e me deitei sempre tão bem nela!
tudo isto só está a acontecer porque o joão, o rapaz que me tem feito ver a vida de um prisma que eu julgava já conhecer de um lado ao outro, se apaixonou mais por mim que eu por mim mesma. sim, isto é possível mas não dura para sempre (aliás, como muitos dos amores, é claro). não dura porque além de ser impossível apagar um passado por muita força que se faça para o esquecer ou lembrar que nunca existiu, esse filho da puta marca-nos e muitas das vezes faz-nos quem somos hoje. não quero com isto dizer que aquilo que anteriormente fiz não me tenha mudado para melhor, porque mudou; admitir um erro ou sentir que um remorso me vai devorar o estômago é uma sensação à qual não me quero habituar e nunca mais quero experienciar. no entanto, fazer com que ele, o joão, veja as coisas como eu as vejo, como um "eu já não sou essa pessoa" ou um "desculpa, não volta a acontecer. deixa-me provar-te que isto vale a pena e que consigo fazer as coisas bem", esta sim é a parte mais fodida. não lhe tiro a razão nem lhe digo que não está certo em fazer-me sentir como merda ou em desenterrar inseguranças que demorei demasiado tempo a enterrar, a questão é que por muita dor de barriga que me esteja a provocar não houve ninguem nesta porra de mundo que tivesse ficado, que tivesse lutado e que tivesse perdoado tanto por mim. NINGUÉM em tantos anos, ninguém! será que isto só prova mais uma vez o quão triste eu sou? vou começar a convencer-me disto e a ideia era cobrir a minha parede com uma frase totalmente diferente, não pode ser não pode ser não pode ser.
uma amiga minha diz-me que ele me tem feito mais mal que bem. também me diz que está pelos cabelos pela maneira como eu me vejo/trato/falo e que ele é o menor dos meus problemas. eu sei que tem toda a razão do mundo e que o meu conceito de mim mesma não existe ou está simplesmente coberto com arrependimentos e coisas que alguém já falou e eu acreditei, mas a verdade é que senão fosse por ele eu nunca ia saber que afinal ainda há muita coisa a definir dentro de mim antes de me apaixonar por alguém... foda-se pra todo o mundo, desde quando é que o amor se tornou um sitio tão dificil de viver?
explica-me só uma coisa: como? aliás, duas: porquê? é que eu só posso estar a ter o pior pesadelo de sempre...
por favor deixa-me gostar de ti mesmo sabendo que na verdade mereces o meu amor vezes mil. eu ainda estou a aprender...
já conheces o meu sorriso meio apaixonado e totalmente parvo. como? não sei se estou tão para lá das nuvens ao ponto de me deixar levar assim na tua magia. quer dizer... vamos lá ver se consigo pôr a minha cabeça em pratos limpos; no outro dia enquanto esperava pelo sono apercebi-me de uma coisa extraordinária que jamais me passou pela cabeça e que recentemente eu li algures "quando ele diz que te ama tu não sentes nada (ou quase nada) mas quando ele diz que já não te quer mais tu sentes palavra por palavra". de facto, quando penso nos dissabores que em tempos provei, a conclusão não podia ser mais dura e crua quanto esta. a verdade é que de algum jeito a dor se apodera mais de mim do que o próprio amor. talvez seja por isto que não consigo deixar de ter presente memórias de quem já me viveu...
mas tu destacas qualquer tipo de "história de amor" que o meu corpo já tenha sentido. primeiro porque não me lembro de alguém que me fizesse sentir tantas coisas ao mesmo tempo como tu fazes, seja aqui bem pertinho de mim seja lá longe onde quer que andes ou para onde quer que vás; segundo porque pela primeira vez vais abandonar-me não porque queres mas porque tens de (e isto é a única coisa que me faz chorar tanto. ai... mas tanto...); terceiro porque em quatro meses não guardei uma única memória como aquelas que outros filhos da mãe me cravaram e ainda me perseguem. é por isto que quando me pergunto a mim mesma se isto será amor como eles dizem que existe e como eles dizem que nos transforma eu digo muito baixinho que sim porque nunca senti nada assim, tão fofinho, tão quentinho... tão teu e meu.